comunica.especial

“Frederico” é uma criança feliz

  • Como descreve o seu filho?

O meu filho tem um atraso no desenvolvimento Estaturo-Ponderal e Psicomotor Grave. É uma criança feliz, menino bem disposto, adora ir para a escola. Faço questão que ele saia e interage com outros adultos e crianças.

  • Qual foi a sua reacção e da sua família?

Não foi fácil. O mundo desabou. Tivemos de aceitar a deficiência e aquilo que Deus nos deu. Eu já tinha um filho com saúde. Apercebi-me que, este filho não tinha o mesmo desenvolvimento que o outro. Eu verifica isso na postura da cabeça, não agarrava os objectos, não reagia a determinados estímulos. Para mim não era normal.

  • Na sua opinião, qual a postura dos profissionais de saúde?

O médico de família dizia-me que o meu filho tinha saúde. Só aos 9 meses, o médico assumiu que o meu filho não tinha o mesmo desenvolvimento que as crianças da sua idade. Passei a ser seguida no hospital de Ponta Delgada. Depois fui encaminhada para o hospital D. Estefânia em Lisboa, uma vez que, os médicos em S. Miguel não conseguiam descobrir o problema do meu filho. No hospital D. Estefânia senti que, os profissionais de saúde dedicavam-se ao meu filho e foi neste hospital que diagnosticaram a sua doença. Voltei para casa informada e com outro espírito.

Passou a ter fisioterapia e o apoio de uma educadora da Intervenção Precoce.

  • Qual foi o papel da escola?

O meu filho ingressou na creche. Notei um grande desenvolvimento. Fazia coisas que nunca pensei que fizesse, como por exemplo: respondias a estímulos, fazia pequenos encaixes, aprendeu a comer sozinho, já se consegui equilibrar com o apoio do adulto. Aos 4 anos de idade, teve uma convulsão e deixou de fazer tudo aquilo que fazia, uma vez que a doença é progressiva. Quando existem grandes progressos, existem grandes recuos.

  • Sentiu preconceito?

Bastante, na escola, principalmente na creche. Houve situações de desprezo na escola. Por vezes, chegava à creche e encontrava o meu filho afastado do grupo e muitas vezes, as crianças saiam e o meu ficava.

Na escola pública o meu filho participou em todas as actividades, não sentia tanto preconceito. A escola não tinha acessos para crianças deficientes, reclamei e colocaram rampas.

Muitas vezes, sinto preconceito na rua. Os adultos sentem receio em olhar, tocar no meu filho. Normalmente, são as crianças que tocam, olham, questionam os pais sobre a diferença do meu filho. Eu sinto que os pais dessas crianças têm dificuldade em lidar com as perguntas das crianças. É neste momento que começam a conversar comigo.

  • Qual a mensagem que deixa a todos os pais que têm filhos com Necessidades Educativas Especiais?

Tenham muita coragem a façam de tudo pelo vosso filho.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: