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Baixa Visão e Cegueira

A ideia de que uma escola de referência possa ser uma boa resposta aos alunos cegos ou com baixa visão é necessário que:

1º – A escola atenda os alunos cegos ou com baixa visão de acordo com os princípios e normas de integração escolar. A escola deve adaptar-se às necessidades educativas desses alunos.

2º – A escola adopte uma filosofia de valorização, reconhecimento e aceitação positiva das diferenças, para obter uma integração / inclusão real.  Quer isto dizer que, a escola tem que se afastar de sentimentos de compaixão ou resignação passiva, iludir preconceitos e temores vinculados à deficiência visual e tomar uma atitude activa e participativa no conhecimento do aluno como realidade humana.

3º – A escola disponha de recursos humanos e materiais para atingir os objectivos da educação, ou seja, para que o aluno tenha acesso ao currículo comum.

Para que a escola possa cumprir as três medidas referidas anteriormente é preciso pensar numa resposta curricular a partir de cada aluno cego ou com baixa visão em particular. Isto implica a elaboração de estratégias que promovam o desenvolvimento profissional dos docentes e a colaboração com as famílias de cada aluno e o contexto em que está inserida a escola.

Numa equipa multiprofissional devem integrar os profissionais especializados em deficiência visual e que intervêm no processo educativo do aluno DVG: Psicólogos, pedagogos, professores e assistentes sociais especializados na deficiência visual, técnicos em orientação e mobilidade e professores especialistas em Braille; oftalmologistas e optometristas especialistas em crianças com baixa visão. Não se esquece também que a família é também um interveniente significativo que deve fazer parte integrante e activa desta equipa, procurando-se um trabalho de cooperação entre pais e profissionais.

Quanto mais cedo for feita a avaliação clínica e diagnosticada a patologia, mais rápida será a intervenção dos profissionais envolventes, adoptando as medidas técnico-pedagógicas adequadas.

No processo de adaptação curricular devem ser abrangidos na avaliação prévia do aluno os seguintes aspectos:

– Relatório oftalmológico;

– Historial médico;

– Antecedentes educacionais;

– Avaliação psicopedagógica

. situação pessoal do aluno;

. condicionamentos físico-ambientais da escola e sala de aula;

. codicionamentos do contexto familiar;

– Hipótese de intervenção

. adequação dos objectivos de cada etapa, área e ciclo;

. sequência dos objectivos e conteúdos do currículo oficial;

. determinação dos procedimentos metodológicos específicos;

. determinação dos critérios de agrupamento dos alunos;

. definição dos critérios para utilizar os espaços e tempos dentro e fora da sala de aula;

. explicitar os materiais que serão utilizados;

. planear os critérios de avaliação

– Modelos de acompanhamento.

. nunca é permanente: é revisto e adaptado de acordo com a evolução do aluno.

Em termos de recursos materiais salienta-se os seguintes:

– Materiais e instrumentos para leitura e cálculo em Braille (ex: calculadoras falantes, cubarítmo, máquina de escrever em braille);

– Materiais específicos e adaptados para as pessoas com visão residual (ex: auxiliares não ópticos, cadernos especialmente pautados, textos ampliados);

– Livros didácticos (versão Braille, falada ou ampliada do livro);

– Material Tiflotécnico (ex: termómetros e barómetros, bengalas, bola sonora)

– Materiais de aplicação didáctica para cegos (ex: instrumentos de desenho, réguas, mapas em relevo, …)

No que se refere às ajudas ópticas e não ópticas destacam-se as seguintes:

Ajudas ópticas

 – lupas de mão fixa ou móveis

– lupas iluminadas

– telescópios (monoculares e binoculares para melhorar a leitura e esrita)

– telescópios para visão ao longe (acoplados às armações ou não)

– prismas (para mover as imagens para uma parte diferente da retina)

– óculos e lentes de contacto

 

Ajudas não ópticas

– Ajudas visuais

. estantes

. lâmpadas

. livros com caracteres ampliados

. papel

. canetas de feltro

. marcadores de linha ou marcadores com janela

. visores do sol

 

– Ajudas auditivas

. gravador /leitor de cassetes (com variador de velocidade)

. livros gravados

 

– Ajudas tácteis

. máquina Braille

. pauta e punção

. livros em Braille

. cubaritmo

. régua, esquadro e transferidor graduados em relevo

. carretilha e compasso carretilha

. placa de borracha

 

– Ajudas electrónicas

. máquina de calcular falante

. circuito fechado de televisão ou telelupa

. computador com sintetizador de voz e leitor de ecrã

. computador com terminal Braille

– “note-taker”

                                                                                       

Para efectuarmos adaptações curriculares devemos ter em conta os seguintes objectivos específicos:

– relativos à estimulação visual, por exemplo, promover competências que permitam ao aluno funcionar de maneira autónoma, independentemente do ambiente no qual se encontra;

– relativos à organização grupo / classe, por exemplo, adequar a organização interna na sala de aula e de tudo o que acontece nesse contexto ás necessidades educativas do aluno com cegueira ou baixa visão;

– relativos à metodologia, por exemplo, solicitar um professor de apoio que atenda ás necessidades mais específicas do aluno (orientação e mobilidadem actividades da vida diária, técnicas de estudo e trabalho individual, etc);

– relativos à área sócio-emocional, por exemplo, possibilitar o desenvolvimento integral do aluno, considerando as suas facetas pessoal e social, desenvolvendo o comportamento inter e intra-pessoal.

 

 

Para adquirir mais informação sobre a baixa visão, cegueira e surdocegueira, consulte os documentos da DGIDC do Ministério da Educação:

– Compreender a Baixa Visão: http://www.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/113/compreender_baixa_visao.pdf

– Alunos Cegos e com Baixa Visão – Orientações Curriculares: http://sitio.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/769/Alunos_cegos.pdf

– Alunos com multideficiência e com surdocegueira congénita: http://sitio.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/770/multideficiencia.pdf

Se necessitar de mais informação pode consultar o Catálogo de Documentação relacionada com a educação de alunos com multideficiência e com surdocegueira:

http://sitio.dgidc.min-edu.pt/recursos/Lists/Repositrio%20Recursos2/Attachments/139/catalogo_doc_tecnica.pdf

 

 

 

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