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A Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar estabelece como princípio geral que a “educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida, sendo complementar da acção educativa da família, com a qual deve estabelecer estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário” (Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar).
 
Sendo a inclusão uma temática em processo de construção de um novo tipo de sociedade, através de transformações, pequenas e grandes, nos ambientes físicos (espaços internos e externos, equipamentos, aparelhos e utensílios mobiliário e meios de transporte) e na mentalidade de todas as pessoas, colocamos no blog um artigo da autoria de Joana Afonso A Educação Pré-Escolar como contexto Inclusivo: Alemanha, França, Hungria, Portugal e Suéciaque resulta de um trabalho de investigação no Projecto Internacional “Early childhood education in inclusive seetings”.

“Joana Afonso nasceu em 1982 em Arcos de Valdevez, onde estudou até completar o 12º ano de escolaridade. Posteriormente prosseguiu os estudos na Universidade do Minho, concluindo a Licenciatura em Educação de Infância. Depois de exercer a profissão durante um ano, enveredou pelo Mestrado em Intervenção Educativa Precoce na mesma universidade. Surgiu-lhe então uma oportunidade fascinante e iniciou um trabalho de investigação no projecto internacional “Early childhood education in inclusive seetings”, no qual teve oportunidade de acompanhar a educação pré-escolar inclusiva em cinco países europeus: Alemanha, França, Hungria, Portugal e Suécia. Concluiu o Mestrado, utilizando esta experiência para a dissertação final comparando e descrevendo as diferentes realidades. Neste momento enconta-se a trabalhar na Equipa de Intervenção Precoce do Centro de Apoio Psicopedagógico do Funchal.”

Apresentamos uma pequena história, “Somos Especiais…” que pretende sensibilizar pais e crianças para a deficiência e diferença. Pretendemos embelezar o lado da deficiência, uma vez que, todos os seres humanos têm necessidades e qualidades, por mais diferentes que sejam. Daí a riqueza do nosso mundo na individualidade de cada um.

É uma história a ser explorada nas salas de jardim – de infância pelas crianças e educadora, em casa com os pais, na comunidade com os amigos, uma vez que educação para os valores começa em idade precoce.

Pretende-se sensibilizar crianças e adultos para a diferença, para o respeito pelo outro, construindo valores fundamentais à prática de uma cidadania consciente e responsável.

Esta história foi construída pelas fundadoras deste portfólio digital, com o intuito de contribuir de forma pessoal e inovar na literatura para a infância. A ilustração desta história foi concebida pela artista Ana Félix, nossa amiga, à qual agradecemos a sua dedicação.

Sendo este blog direccionado para as Necessidades Educativas Especiais, convidamos algumas pessoas para escreverem artigos sobre as suas experiências e práticas na educação de crianças com NEE.

São pessoas que vivem a deficiência e para a deficência. Destacamos a Professora Ana Megueiros, cega congénita e natural de Mértola. Fez os seus estudos no Centro Infantil Helen Keller até ao 4º ano e depois frequentou aquilo a que então se chamava ensino integrado (hoje ensino regular).

Licenciou-se em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Franceses e Ingleses na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Leccionou no ensino regular e esteve 3 anos no Instituto de S. Manuel (Santa Casa da Misericórdia do Porto) a ensinar Braille e informática a crianças e jovens cegos e com baixa visão. Alguns desses alunos tinham outras deficiências associadas. Fez a especialização em Educação Especial – domínio da Visão, no Instituto Piaget de Vila Nova de Gaia e o seu trabalho final foi sobre o ensino do Braille a jovens cegos que perderam ou estão a perder a visão.

O artigo apresentado na página “A Perda da Visão na Adolescência e na Idade Adulta”  resulta de dois excertos do seu trabalho final e foi publicado na revista “Poliedro”.

Outra pessoa que, sob forma de um comentário ao nosso Portfolio, testemunhou a deficiência na sua vida foi a Filomena. Esta nossa amiga que, embora não seja portadora de deficiência, vive-a nas dificuldades e nas “alegrias” no dia-a-dia.

A existência de um familiar, neste caso irmão, com Trissomia 21 faz com que Filomena sinta a descriminação por existir ao seu lado “A Pessoa Diferente“, mas também o carinho que Alexandre lhe dá todos os dias.

Este ultimo testemunho foi colocado neste Portfolio, integralmente, tal como o recebemos. um muito obrigada à Filomena…

É sempre com agrado que aceitamos os contributos a este Portfolio, para que assim possa ficar cada vez mais enriquecido com informação e histórias significativas.

A Educação Especial apresenta um percurso em constante mudança. Da situação em que a criança com Necessidades Educativas Especiais (NEE) era excluída do contexto sócio-educativo, passámos para uma nova realidade: a inclusão. Nessa realidade tornou-se evidente a preocupação em dar resposta a todas as crianças com NEE.

A adequação da prática educativa e o estabelecimento de relações interpessoais empáticas podem contribuir para a promoção desse envolvimento, de modo a que o atendimento proporcionado às crianças com NEE as encaminhe no sentido do sucesso educativo. Daí que a atitude e a qualidade científico-pedagógica dos docentes se torne relevante. Aos educadores é exigido o desenvolvimento de uma pedagogia – EDUCAR– centrada na criança, a adaptar-se às hipóteses estabelecidas quanto ao ritmo e natureza dos processos de aprendizagem (Declaração de Salamanca, 1994).

Os artigos seguintes pretendem ser uma articulação entre a teoria e a prática das várias tipologias das Necessidades Educativas Especiais, possibilitando assim a transformação das representações sobre a realidade e das acções concretas sobre a realidade, num processo dialéctico.

Nas páginas referentes às tipologias, é possível aceder a uma série de orientações curriculares a serem adoptadas pelas escolas e professores quando se deparam com uma criança com Baixa Visão e Cegueira.

Com a Paralisia Cerebral pretendemos mostrar a realidade do escritor irlandês  Christy Brown, portador de paralisia cerebral, que lhe afectou todos os movimentos do corpo, com a excepção do pé esquerdo. É através desse pé que ele nos transmitiu as suas frustrações, as suas desesperanças, sentimentos de desamparo bem como as suas alegrias, triunfos e descobertas pessoais.

 

 A Língua Gestual é a língua visual da comunidade surda. Saiba mais sobre ela, na nossa página: “Ouvir com os Olhos. Falar com as Mãos! “.

Tal como temos vindo a explorar neste Portfolio, a Educação Especial tem à sua disposição variados recursos teórico-práticos, embora nem sempre  estejam ao primeiro “click”.

Na página associada a este post, referênciamos alguns títulos de Revistas de Educação Especial que consideramos importantes e que poderá aceder através da internet.

O nome “Produtos de apoio” substitui o termo de “ajudas técnicas” e é definido como um produto (equipamentos, instrumentos, tecnologia e software), produzido para prevenir, compensar, aliviar ou neutralizar as incapacidades, limitações e restrições na participação das actividades (Norma ISO 9999:2007).

Estes podem ser utensílios simples ou complexos e podem envolver tecnologia, como por exemplo, materiais e equipamentos para a comunicação (canetas adaptadas, computadores, tabelas de comunicação, dispositivos para virar folhas, amplificadores de som, telefones, entre outros).

Destinam-se a pessoas com incapacidade, permanente ou temporária, e permitem uma melhor funcionalidade no seu quotidiano de forma adaptada e sem esforço. Estes produtos são indispensáveis para a integração e são adaptados a cada pessoa.

Para desencadear o processo de atribuição e financiamento de Produtos de Apoio é necessário ter uma prescrição médica e apenas os técnicos ou médicos especialistas podem fazer uma avaliação das necessidades da pessoa. Estes produtos são prescritos, atribuídos e financiados pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS) ou por outros subsistemas de Saúde, como Centros Distritais do Instituto da Segurança Social, I. P., Hospitais e Centros Especializados.

Para saber mais pormenores sobre este tipo de produtos, como procedimentos para pedir financiamento, as normas que orientam os técnicos ou mesmo consultar a versão inteira da Classificação Internacional de produtos de apoio (Norma ISO 9999:2007) poderão recorrer aos seguintes sites:

  • www.inr.pt/– Instituto Nacional de Reabilitação, com uma extensa biblioteca

O Instituto Nacional para a Reabilitação http://www.inr.pt/content/1/1/bemvindo tem como missão assegurar o planeamento, execução e coordenação das políticas nacionais destinadas a promover os direitos das pessoas com deficiência.

Para além de uma vasta gama de acessibilidades, programas e projectos, e recursos, o Instituto possui uma biblioteca http://www.inr.pt/category/1/12/biblioteca/ especializada na temática da prevenção, habilitação, reabilitação e participação das pessoas com deficiência.

Para além de consultar a biblioteca, poderá também consultar a linha editorial http://www.inr.pt/category/1/14/edicoes, que tem a designação de colecção Informar.

A colecção funciona em três diferentes suportes:

o livro, que abarca trabalhos de carácter científico e técnico http://www.inr.pt/content/1/113/livros-snr;

a brochura, que abarca trabalhos mais genéricos, também técnicos mas com um número de páginas mais reduzido http://www.inr.pt/content/1/111/cadernos-snr;

e o folheto / desdobrável que integra trabalhos de carácter prático, informativo e pontual http://www.inr.pt/content/1/112/folhetos-snr.”

Assim se chama este vídeos que vos apresentamos, que apesar do seu lado cómico, retrata de forma simples a importância das pessoas se entenderam, quer usem palavras ou simplesmente gestos.

Como podem verificar o bebé de várias formas tenta dizer ao pai o que quer, mas o pai contínua sem entender o seu filho deseja. Temos que abrir os nossos horizontes e deixar de pensar apenas na linguagem falada como forma única de comunicação, pois além desta existe outras muito mais interessantes e divertidas de o fazer.

Já repararam que mesmo sem som ou palavras escritas, conseguiram perceber a história do vídeo. Se calhar existe algo além de simples sons quando falamos, um conjunto de expressões que nos permitem transmitir emoções e relacionarmos uns com os outros.

Observem com atenção o seguinte vídeo…